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Como surgiu a forma de Elis Regina?
A Regina de Eli apresentada no comercial foi criada após combinar reconhecimento facial de IA e movimento de dublê. O projeto do vídeo foi escrito pela agência AlmapBBDO. Produzido pela Boiler Filmes e em colaboração com uma pós-produção americana especializada na indústria cinematográfica de Hollywood. A principal técnica utilizada foi a profundidade, ferramenta que usa inteligência artificial para modificar ou sobrepor uma face digital a uma imagem real. O sistema começa a encontrar várias imagens idênticas e cria um resultado muito próximo da realidade. A técnica utilizada no comercial é um pouco diferente dos casos usuais: neste caso. A IA é treinada para reconhecer os rostos específicos de Elis Regina e aplicá-la na imagem duplicada. Para outros projetos, é mais provável treinar inteligência artificial com dados gerais e pré-existentes. Após a filmagem, é possível combinar os movimentos de Elis Regina e sobrepor a versão digital da peça dupla. Criando um aspecto de realidade. Segundo o UOL, o papel foi interpretado pela atriz Ana Rios. O projeto total levou 108 dias, com 2.454 horas de produção. Além do deep fake. A Volkswagen usou a voz original de Elis Regina na música. Você pode conferir o resultado abaixo:Por trás das cenas
O supervisor de efeitos visuais Diego Barone, que esteve envolvido no projeto, postou um vídeo de como ele o usa em sua página do Instagram. Por dentro, você confere a atuação da dublê e o uso de efeitos para cobrir o rosto de Eli Regina:IA na publicidade
Mesmo sem muitos exemplos do uso de inteligência artificial na publicidade, a Volkswagen aproveitou o tema para abordar a inovação. “Esse encontro entre mãe e filha entre Elis Regina e Maria Rita não é apenas emocionante, mas também fortalece o DNA da marca em termos de tecnologia e criatividade. Usando inteligência artificial treinada para realizar a identificação do rosto de Eli”, disse a gerente de marketing.Comunicação da Volkswagen do Brasil e SAM, Livia Kinoshita.
O anúncio é famoso pelo fato de Elis Regina ser divertida, mas também abre uma discussão sobre o uso da profundidade nessas situações. O publicitário e professor do curso de comunicação e publicidade da ESPM Rio, Luiz Cavalheiros, faz o alerta: "A publicidade é ilimitada, você pode usá-la em profundidade, bem ou mal. No processo criativo." Além da publicação online, o anúncio foi veiculado na televisão pública.*Fonte de pesquisa: Autoral